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  • Sobre[viver] Prevenção e Posvenção

Precisamos falar de Posvenção


Lidar de modo próximo a um caso de suicídio pode ser algo avassalador na vida de uma pessoa. Toda pessoa que se sente impactada frente a um caso real de suicídio passa a ser nomeada sobrevivente. Então, um sobrevivente é compreendido como sendo toda e qualquer pessoa que se sinta afetada por um suicídio e que, de alguma forma teve mudanças em sua vida após e devido ao acontecimento, independente do grau de parentesco e da proximidade com a pessoa que tirou sua própria vida.

        

São muitas as questões e dúvidas que circundam um suicídio, e estas por muitas vezes não podem ser sanadas da maneira que um sobrevivente gostaria, gerando angústias que podem vir a interferir diretamente em sua vida. Deste modo, todo sobrevivente precisa de uma atenção especial, um acolhimento empático e sem julgamento, daqueles que confiam em compartilhar seu sofrimento e querem por perto.

   

Caso seja identificado que o sobrevivente apresenta um sofrimento que esteja disfuncionalizando sua vida, de alta intensidade que lhe pareça insuportável ou mesmo por um tempo prolongado demais, é indicado que o mesmo seja direcionado a um acompanhamento profissional.

       

O trabalho destinado ao enlutado por um suicídio é chamado de posvenção. Apesar de o termo não ser muito conhecido, suas respectivas ações são realizadas desde 1970 e o termo foi introduzido no Brasil em 2011. A posvenção compreende atividade que objetivam fornecer ao sobrevivente

apoio emocional e psicológico em relação a perda e a elaboração do luto, bem como a minimização de o enlutado desenvolver alguma forma de comportamento suicida.

     

O Sobreviver entende que trabalhar com posvenção é uma forma de atuação direta na prevenção do suicídio que advém de um sofrimento psíquico extremo ao deparar-se ao impacto de um suicídio concreto. Desta maneira, disseminar conhecimento a respeito da posvenção auxilia com que as pessoas consigam se identificar enquanto sobreviventes, além de auxiliá-las a saber que podem e o que podem fazer para aliviar essa angústia.

       

Um dos caminhos mais indicado é a busca por psicoterapia, podendo ser no formato individual, familiar ou mesmo em grupos de apoio, a forma como o enlutado se sentir mais a vontade em expressar sua história e seus sentimentos. O grupo de apoio aos enlutados pelo suicídio costumam fornecer um ambiente de conforto, onde o sobrevivente entra em contato com outras experiências que partem da mesma premissa que a sua, passando a encontrar apoio em pessoas que compreendem de modo físico a sua dor.

       

Diante do reconhecimento a despeito da importância do assunto, todo terceiro  sábado do mês de Novembro é reconhecido como o Dia Internacional de Sobreviventes Enlutados pelo Suicídio, promovendo diversas conferências e atividades nos Estados Unidos e no mundo.

       

Caso tenha interesse em saber mais a respeito dos grupos de apoio, em São Paulo, os mesmos são promovidos pelo Centro de Valorização da Vida – CVV e pelo Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio (imagens abaixo). Acesse o site deles e saiba mais e indique a quem possa interessar!


Sites e fontes: https://www.cvv.org.br/

                          https://www.vitaalere.com.br


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