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  • Sobre[viver] Prevenção e Posvenção

Bullying existe sim! E precisa ser levado a sério!


Partindo do prefixo Bully, que significa valentão, Dan Olweus criou a palavra Bullying para se referir a um comportamento repetitivo e continuado, composto por atitudes agressivas como provocações e intimidações, que podem acontecer a nível verbal ou físico, com o intuito de gerar dor e angústia em suas vítimas.

     

Em geral, o bullying é cometido em uma relação estudantil desigual envolvendo três partes: a vítima, o agressor e o expectador. A vítima costuma ter um perfil mais passivo, demonstram insegurança e baixa autoestima, além de baixo poder de reação. Muitas vezes as vítimas tendem a se culpabilizar pelas agressões sofridas ou sentir uma imensa vergonha que as incapacitam de buscar ajuda ou mesmo denunciar os agressores. Há também vítimas que acabam por reproduzir o comportamento agressivo sofrido para outra vítima, tornando se também agressor.

       

Na outra ponta, as pesquisas apontam um agressor portador de baixa empatia e baixa autoestima, com comportamento hostil e proveniente em sua maioria de lares desestruturados e com relações afetivas precárias. Dito isso, uma questão que se debate quando se fala de bullying: Quem faz bullying é vilão ou tão vítima quanto suas vítimas?

         

Ainda em um cenário de bullying, pouco se fala a respeito dos expectadores, mas sua participação é tão importante quanto a do agressor ou da vítima, uma vez que risadas e gritos de incentivo podem fazer toda a diferença durante a agressão, tanto para estimular o agressor quanto para intimidar e envergonhar ainda mais a vítima. Ainda há o expectador que sofre em não conseguir intervir ou quando este passa a sentir medo de ser a próxima vítima por identificação com a mesma.  

     

Independente de qual seja o papel dos envolvidos em um evento de bullying, vale destacar que todos estão sendo submetidos a alguma forma de sofrimento psíquico e merecem atenção.         

A Unicef apresentou dados que comprovam que o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking de países que mais sofrem bullying, assim 43% das nossas crianças e adolescentes são submetidos a este tipo de situação, convivendo com um sofrimento psíquico silencioso que tende a influenciar diretamente no aumento das taxas de suicídios nos jovens. Apesar de o bullying ter consequências traumáticas silenciosas, tanto para quem agride quanto para quem é agredido ou se faz presente em cena, o comportamento é algo concreto e observável, podendo ser o caminho para a prevenção das doenças mentais e do suicídio. 


Diversos estudos compreendem diferentes tipos de bullying, sendo categorizados em 8 tipos:

  • - Físico: beliscões, socos, chutes, empurrões e afins. Aproximadamente 3% dos mais jovens pelo mundo passam por ele;

  • - Verbal: É o mais comum: relatado por 13% dos estudantes. É composto de apelidos, xingamentos e provocações;

  • - Escrito: Quando bilhetes, cartas, pichações, cartazes, faixas e desenhos depreciativos são usados para atacar os colegas;

  • - Material: Ter seus pertences danificados, furtados ou atirados contra si faz parte da rotina de cerca de 5% das vítimas;

  • - Cyberbullying: A agressão se dá por meios digitais, como e-mail, fotos, vídeos e posts e, em pouco tempo, alcança muita gente. Devido à sua rápida disseminação, hoje a ofensa online chega a ser mais impactante do que os outros tipos citados, principalmente nos círculos escolares;

  • - Moral: comportamentos como difamar, intimidar ou caluniar, imitando ou usando trejeitos próprios do alvo como armas;

  • - Social: Criar rumores, ignorar, fazer pouco caso, excluir ou incentivar a exclusão com objetivo de humilhar estão entre as artimanhas;

  • - Psicológico: Todos os tipos supracitados possuem algum componente que afeta a saúde mental e não dispensam uma atenção psicológica, mas aqui se destaca a pressão na psique induzida por diversos meios.       

Os atos de bullying ferem os princípios constitucionais que dizem respeito à dignidade da pessoa humana, além de ferir também o Código Civil, que determina que todo comportamento que cause dano a alguém, gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis sim por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

     

O Sobreviver entende que qualquer ser humano que for submetido a longos períodos de estresse, medo e ansiedade, com adendo de agressões físicas, vão ter sua saúde mental prejudicada e consequências que podem ser irreparáveis. 

     

Vamos olhar com mais cuidado para nossas crianças e adolescentes, demonstrar-lhes que não estão sozinhos, ceder-lhes espaço seguro para que possam sentir-se livres para falar sobre suas angústias e sofrimentos. 

     

O Bullying existe sim e precisa ser levado a sério!

     

Vamos tomar mais cuidado e tratar o próximo com mais tato, por vezes fazemos brincadeiras que nos parecem engraçadas, mas que podem atingir ao outro de forma totalmente diferente. Pensemos melhor, usemos mais a empatia partindo da simples premissa: Se causa dor, não tem graça! 



Fontes: https://super.abril.com.br/comportamento/disputa-na-psicologia-quem-faz-bullying-e-vilao-ou-vitima/   

                http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/34487

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