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Adolescência e Suicídio



Não é de hoje que a faixa etária de 14 aos 20 anos, adolescentes e jovens adultos, é considerada um grupo de risco de suicídio, visto que as estatísticas apontam que esta é a segunda principal causa de morte entre os adolescentes. O suicídio na adolescência foi tópico frequente nas mídias e redes sociais nesta semana através da fatídica notícia do suicídio de dois estudantes de um tradicional colégio particular de São Paulo, com intervalo de dez dias. 


A adolescência é uma das fases do desenvolvimento humano de maior conturbação interna por parte do indivíduo. Nesta fase ele passa a identificar modificações no seu corpo, inicia a elaboração de sua personalidade, além de terem que realizar famosa escolha profissional.           

O adolescente, que está tentando entender todas as modificações que seu organismo está lhe impondo, simultaneamente precisa lidar com a pressão por parte da escola, responsáveis e da sociedade em ter bem definido qual profissão irá executar por toda a sua vida.

   

Como se não fosse pressão o suficiente, por vezes o adolescente se vê inclinado a lidar com as expectativas dos seus responsáveis em suas escolhas e em seu comportamento, bem como em sua construção enquanto adultos. Acrescido a isso, é nesta fase que se identifica o maior índice de bullying, além de inserção no mundo de álcool e drogas, sendo que muitas vezes isso acontece por incentivo de amigos ou por pura necessidade de socialização e de aceitação em grupos.

     

Diante do exposto, entende- se que nesta fase o adolescente está buscando se reconhecer enquanto indivíduo e que, segundo o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, sua saúde mental ainda encontra-se em desenvolvimento, assim como sua capacidade de resiliência. Segundo o psiquiatra, o cérebro adolescente que ainda esta em formação é exposto a altos níveis de estresse, o que tende a acarretar uma predisposição a doenças mentais, como depressão e transtornos de ansiedade, e ao suicídio.      


As manchetes desta semana levaram a debate público o suicídio na adolescência, o que é de extrema necessidade devido ao fato de o suicídio ainda ser um tabu, principalmente quando relacionado à faixa etária em questão. Nas redes sociais, foi possível ver certo repúdio a temática por parte da população. Comentários como: “É falta de Deus no coração”, ”Os pais devem ser ausentes”, entre outras expressões, são bem comuns de ser encontrados. Tais comentários agressivos ferem a todos que se sentem impactados com o evento, atingindo ainda mais os enlutados pelo suicídio, podendo potencializar suas auto culpabilizacões pelo ocorrido.

   

Os dados estatísticos são alarmantes e cada vez mais crescentes. Nem todos conseguem enfrentar seus percalços da mesma maneira, cada um sente um impacto diferente frente a situações similares. Então, vamos apontar menos o dedo e estender mais a mão àqueles que precisam de apoio em um momento de confusão, assim como gostaríamos que o fizessem por nós.

     

Nossos adolescentes estão perdidos e pedindo ajuda à suas maneiras, precisando alguém que os olhem com calma e sensibilidade. O suicídio é um ato em que o indivíduo não tem como objetivo a morte, o que ele busca é tirar a sua própria vida por entender ser a única e a última saída para finalizar o seu sofrimento. E é justamente por isso que o tema deve ser levado a debate, de forma séria e urgente.

         

A disseminação de informação e um dos principais objetivos do Projeto Sobreviver, com o intuito de romper com pré- conceitos por meio do conhecimento e de ajudar nos momentos mais difíceis. Acreditamos que todos podem fazer algo por alguém, mas que nem sempre as pessoas saber o que fazer nestes momentos. Por este motivo que foi desenvolvido um esquema de consulta rápido, como as imagens abaixo. Você também pode conferir na integra na aba Como Ajudar deste site. 


O QUE FAZER SE VOCÊ JÁ PENSOU EM TIRAR A PRÓPRIA VIDA





O QUE FAZER SE VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE JÁ PENSOU EM TIRAR A PRÓPRIA VIDA


       



As imagens acima são de caráter orientativo, claro que você pode fazer muito mais, caso a situação lhe permita. Na dúvida, se coloque como disponível, ouça com atenção e sem julgamentos,  mantenha contato visual, e esteja em posse de informações úteis de onde é possível encontrar ajuda profissional especializada. Em casos de emergência, o Centro de


Valorização da Vida - CVV disponibiliza voluntários treinados para lidar com a situação, através do contato telefônico 188 para todo o Brasil.


Todos podemos fazer a diferença na vida de alguém!


Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/suicidio-de-adolescentes-saiba-como-pais-e-educadores-podem-trabalhar-a-prevencao.ghtml

                http://vitaalere.com.br/suicidio-de-colegas-como-falar-do-tema-com-jovens-e-evitar-novos-casos/

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